Como evitar que cães briguem?

Você já presenciou uma briga de cães? Quer saber como evitar que seus cães briguem? Se você também está vivendo essa situação, acompanhe um pouco do que relato abaixo...quem sabe te não te ajudo, de alguma maneira?!

Na última semana, dois tutores de animais diferentes me abordaram para perguntar como evitar que seus cães brigassem.

A primeira pergunta que fiz foi, obviamente, quais os sexos e se já estariam castrados. No primeiro caso, duas fêmeas, apenas uma delas castrada mas, a tutora se mostrou bastante aberta a optar pela castração.

No segundo, machos, um castrado e o outro por motivo de problema cardíaco não pode ser.

Minha segunda pergunta foi sobre a gestão ambiental. Se os cães ficam em locais separados ou não.

No caso das fêmeas, elas já estão separadas e já foi possível perceber que as situações (sim, foi mais de uma vez que brigaram!) já deixaram a cadelinha que sofre as agressões com um medo bastante aparente da cadela que agride.  

Já os machos, eu não pude vê-los. Foi uma abordagem na rua, mesmo (por estar uniformizada)! Mas, o que o tutor me relatou foi que eles não estavam separados e que ele não tinha a pretensão de separá-los. Já que havia adotado todos eles e queria que eles fossem “amigos”.

Existe um problema que percebo, muitas vezes, ao lidar com meus clientes humanos: eles tendem a perceber o problema que vivem pela perspectiva humana. E não sob o ponto de vista do cão que é quem causa e vivencia a pior parte do problema: a dor física das agressões e o desequilíbrio emocional que é decorrente de todo esse estresse.

Os cães são produtos de todas as experiências, boas e ruins, que já vivenciaram, desde o início de suas vidas. É fundamental para o equilíbrio emocional e das relações do animal que ele seja socializado de maneira eficiente e positiva! 

Essa socialização, preferencialmente, deve ocorrer de maneira mais abrangente até, aproximadamente, o quarto mês de vida do cão. Período em que ele estará mais perceptivo e adaptativo aos estímulos aos quais for exposto.

Saiba mais sobre socialização de filhotes, clicando aqui!

Com cães resgatados das ruas e adotados, é impossível saber que tipo de experiência tiveram, durante esse período. Ao contrário, é possível imaginar que não devem ter sido as melhores…nem as mais positivas. Do contrário, o motivo do abandono, que na maioria das vezes é por desajuste comportamental e irresponsabilidade de humano, não teria ocorrido, concordam?

E aí quando colocamos num mesmo ambiente dois cães, do mesmo sexo, pelo menos um deles sem castração (no caso dos machos, a testosterona é quem confia a eles o ímpeto de encarar a briga! nas, fêmeas, isso tende a ocorrer mais nos períodos pré, per e pós cio…sim, cadelas tem TPM e algumas bem brabas!), com diversas experiências diferentes, sem supervisão e sem adaptação prévia, o resultado se não for uma briga considere-se um sortudo…ou sortuda!

Os cães podem não gostar de outro cão, assim como nós. Eles podem não “ir com os córneos” do outro…podem antipatizar, sim!

Serem seres sociais não significa que são bobos!

E, principalmente por toda experiência negativa que já viveram, os recursos a quem têm acesso, depois de adotados, podem se tornar bastante valiosos pra eles e isso fazer valer a pena que eles, ou pelo menos um deles, inicie um conflito.

Então, depois que expliquei tudo isso e sem levar em consideração as questões que garantem qualidade de vida e estimulação física e mental a esses cães, os tutores me perguntaram:

“ – Mas, então, você acha que eu tenho que deixá-los separados?”

–  Sim!!! Mil vezes sim!

A história da tutela de um cão já começa errada! É cultural e meu objetivo pessoal é que isso se transforme!

As pessoas não se preocupam em entender as necessidades de um cão. Não se preocupam se têm condições financeiras de garantir o mínimo necessário a manutenção da boa saúde de um cão. Não se perguntam se, realmente, estão dispostos a assumir a responsabilidade de ter, sob sua tutela, uma vida que depende totalmente de cada um daqueles que cogitam ter um cão.

Se assim não fosse, e um dia tenho fé que será, antes de se levar um cão (ou qualquer animal) pra casa, haveria uma preparação. Saiba mais, clicando aqui!

Essa preparação, dentre várias outras coisas, incluiria a adaptação desse animal ao ambiente para o qual ele se mudará e aos outros seres com os quais ele conviverá.

Adaptação gradativa, sempre com experiências positivas!

Então, se você tem dois cães que já estão em pé de guerra recomendo fortemente que você busque ajuda profissional para te orientar quanto à gestão ambiental, rotinas e uma maneira de modificar o comportamento para que os cães envolvidos tenham mais qualidade de vida. 

Nós oferecemos o serviço de Consultoria Comportamental e Educação Canina ou Adestramento. Recomendo!

Até que isso aconteça, mantenha-os separados. Não deixe que o problema aumente exponencialmente. Os cães sofrerão e sua vida não será um mar de rosas, certamente.

Se você precisa de ajuda, nós da Tutor de Pet podemos te orientar e direcionar desde a adaptação de novos pets na família até o ajuste das situações que já estão te incomodando.

Entre em contato conosco aqui. Será um prazer lhe ajudar!

Gratidão e até breve!

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  1. Claudia disse:

    Adorei a postagem sobre brigas de cães,pois adotamos um golden maravilhoso e muito amada a um ano atrás!!!! Ele se da super bem com a minha maltês que aliás manda nele e ele a respeita muito!!!! O problema é quando vamos ao sítio , pois não tivemos coragem ainda de soltá-lo com as cadelas de lá!!! Pois sempre acontece um rosnado mútuo, aí ficamos com medo de deixar é sair briga!!!!!!

    • Jacqueline Lopes disse:

      Ficamos felizes que tenha gostado, Cláudia! Gratidão por trazer sua opinião! Se existir dúvida, não permita a interação! Não há nenhuma regra que diga que cães precisem interagir, só pelo fato de serem da mesma família, se isso não for ser, com certeza, uma experiência boa, pra todos os envolvidos. Concorda?