Bem-Vindo à Sociedade Pet Friendly!

Você sabe o que significa o termo Pet Friendly?
Pet Friendly, na tradução literal significa “amigo dos animais”. Então, na prática, diz-se que
um lugar é Pet Friendly quando ele permite acesso aos animais, quando um local recebe
pets com seus tutores.
Mas, apenas permitir que animais frequentem as dependências de determinado
estabelecimento comercial não é o suficiente para que o conceito Pet Friendly seja,
efetivamente, aplicado. Tenho certeza que não é assim que deve funcionar! Explico:
Pras coisas darem certo é preciso que uma tríade se estabeleça. E o primeiro ponto dessa
tríade, com certeza, é o local se predispor a permitir a entrada dos pets nas suas
dependências. Mas, pro local ser Pet Friendly, de verdade, é preciso que, além de receber
os animais ele esteja preparado pra isso. Proporcionando assim facilidades pra integração
dos pets e seus tutores, com o que o local oferece como serviço principal.
O segundo ponto da tríade somos nós, humanos: os tutores e os funcionários dos
estabelecimentos Pet Friendly. Nós, tutores temos a responsabilidade sobre nossos pets e
suas ações. Então, primeiramente, precisamos assumir se nossos cães estão preparados e
aptos a frequentar esses locais e interagir com tantos estímulos. Então, a educação dos
nossos filhos peludos é nossa responsabilidade! E, gente, pelo amor de Deus! nós temos o
dever de catar o cocô que nosso animal faz na rua, nem que seja no passeio da nossa
casa. Isso não é obrigação de ninguém, a não ser nossa!
Já os colaboradores do local Pet Friendly devem ser preparados para manter a interação
sem alvoroços, sem interagir diretamente com os cães que podem não reagir bem a
estranhos ou tantos outros estímulos que serão diferentes a cada passeio…e aqui vou fazer
um apêndice particular: outro dia uma senhora me perguntou se o cão de um cliente que eu
segurava mordia…eu respondi que sim! Gente, todos os cães mordem…a menos que sejam
banguelas…e nós temos o mal hábito de querer tocar em todos os cães com que cruzamos
pelo caminho. O cão e seu tutor não são obrigados a gostar e aceitar essa interação. Assim
como como nossos filhos humanos, não é normal que um estranho peça para acariciá-

los…ou tirar uma foto! Se um estranho pede pra fazer isso com meu filho humano eu me
afasto rapidamente e peço ajuda da polícia! E se o fazem com meu filho peludo, eu fico tão
desconfiada quanto. Às vezes, chega a ser inconveniente…queremos passear com o cão,
treinar o cão e somos interrompidos inúmeras vezes pra que alguém estranho passe a mão
nele. Imagina eu como profissional, trabalhando com o cão de um cliente deixar que todos
passem a mão nele e ainda por cima, desperdiçando o tempo pelo qual o cliente pagou pra
que eu passeasse ou treinasse seu cão…é, no mínimo, uma situação pouco agradável,
principalmente se nos colocarmos no lugar do cliente e do cão que nem sempre tá a fim de
interagir com um desconhecido? Então, cada um de nós precisamos nos educar pra
entender e respeitar o limite do outro.
E, por fim o terceiro ponto da tríade, o animal. Esse, por sua vez, precisa ser sociável com
pessoas (e ser sociável não significa que ele precise aceitar carinho de estranhos). Ser
sociável é ser capaz de frequentar o mesmo ambiente que humanos e não querer morder
ninguém. Ele precisa ser sociável com outros animais não humanos pra também poder
permanecer no mesmo ambiente sem por em risco a integridade física de ninguém nem, tão
pouco, incomodar com bagunça e desordem os demais clientes do local.
O cão precisa ser educado para se manter quieto, quando isso é pedido a ele. Num
restaurante, por exemplo, ele precisa ser capaz de ficar deitado, ao lado do seu humano
enquanto este se alimenta, sem pedir comida…sem pular nas pernas das pessoas querendo
comida, ou atenção…educado pra não latir a cada vez que algum estímulo diferente o
surpreender…educado pra não pular em cada pessoa que se aproxima…
Enfim, o convívio entre as espécies, humana e não humanas, em ambientes Pet Friendly
está em pleno processo de adaptação e cada um de nós tem um papel importante pra que o
conceito de uma sociedade Pet Friendly se consolide! Os animais de estimação estão cada
vez mais presentes nas rotinas das famílias e os cães, por exemplo, são seres
extremamente sociais e não toleram longos períodos de tempo sozinhos…poder levar nosso
peludo pra atividades fora das nossas casas é completamente enriquecedor pra eles. E
cabe a cada um de nós assumirmos a parte que nos cabe e garantir que esses momentos
serão uma experiência positiva pra todos que estiverem no contexto!

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